Misturando prosa e verso, Agóleo: um romance instagrâmico remonta a história do Brasil, em especial a do Rio de Janeiro, a partir das relações entre o crime organizado e o poder político. A narrativa parte de Inácia Nonata, uma narradora não nascida, que recria a história de seu avô Simão, um sindicalista preso pela ditadura militar no início dos anos 1970, e de sua avó Maria, que criou sozinha Aparecida, sua filha com Simão. Aparecida suicida-se em 1992, o que impede o nascimento da narradora. A história monta-se em blocos, apresentados como Reels do Instagram, que marcam os principais episódios. Entre eles, uma série de poemas levam a refletir sobre a situação e pensar saídas de superação para os impasses da desigualdade no Brasil. Eletrizante! Uma experiência de leitura vigorosa e única!
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Alexandre Faria nasceu no Rio de Janeiro em 1970. É poeta, escritor, mestre e doutor em Estudos Literários e professor de literatura na Universidade Federal de Juiz de Fora, onde dá aulas, orienta trabalhos de mestrado e doutorado e faz pesquisa teórica e prática na linha de Criação Literária. Manteve por mais de 15 anos projeto de pesquisa sobre literatura marginal/periférica e colaborou na FLUP – Festa Literária das Periferias, onde já ministrou várias oficinas e orientou muitos jovens escritores.
Publicou, além dos livros na TextoTerritório, ”Lágrima palhaça” (poesia, Aquela Editora, 2012), ”Literatura de subtração” (ensaios, PapelVirtual, 1999), ”Anacrônicas” (ficção, 7Letras, 2005; TextoTerritório, 2013), ”Urânia” (poema-postal e curtametragem, TextoTerritório / Maria Gorda Filmes, 2009), ”Olhos Livres” (Poesia e livro-objeto, Macondo, 2016) e “Prenda” (poesia infantojuvenil, Guismofews, 2021).
Organizou os livros ”Modos da margem – figurações da marginalidade na literatura brasileira” (Aeroplano, 2015 – com João Camillo Penna e Paulo Roberto Tonani do Patrocínio); ”Outra – poesia reunida no sarau de Manguinhos” (TextoTerritório, 2013); e ”Anos 70 – poesia e vida” (UFJF, 2007).