Oficina de Criação TextoTerritório · ciclo 2022/2023
Antologia organizada por Oswaldo Martins, apresentação de Marlene de Araujo
Antologia dos textos produzidos no ciclo 2022/2023 da Oficina de Criação TextoTerritório, encontro semanal que reuniu, às quintas-feiras à noite, cinco autores de formações distintas sob a coordenação do poeta Oswaldo Martins.
Prosa e verso em modalidades variadas — haicai, gazel, soneto, conto, diálogo —, produzidos a partir de temas e formas propostos pelo coordenador, cada autor preservando o modo próprio de olhar e dizer. O livro é, antes de tudo, o registro de uma escuta compartilhada: o que se escreve quando a escrita se faz junto.
O título é uma provocação. Da expressão popular depreciativa — “coisa de quinta categoria” —, Oswaldo Martins fez uma afirmação: quinta pela noite da semana em que a oficina acontecia, mas também pela aposta na categoria mais ampla que existe, a da possibilidade humana de dizer.
Com textos de:
Alexandre Trajano · Cynthia Magluta · Heleniara Moura · Kátia Moss · Roberta Tanabe
Ficha técnica
Organização: Oswaldo Martins
Apresentação: Marlene de Araujo
Selo: TextoTerritório
Edição: 1ª edição, 2026
Páginas: 95
Formato: 14 × 21 cm, brochura, POD
ISBN: 978-65-83623-10-2
Projeto gráfico e capa: TextoTerritório
Em breve
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O que pode a escuta psicanalítica num tempo de segregação normalizada, de sofrimento administrado e de subjetividades capturadas pela lógica do desempenho?
Nascidos da Jornada de 2025 do Círculo de Estudos Psicanalíticos de Juiz de Fora, os dez ensaios deste volume respondem a essa pergunta desde lugares muito diversos: o divã e o mito, o amor e a transferência, a clínica dos autismos, os sintomas inscritos no corpo, a escola, a cidade, as clínicas públicas, a política recalcada das instituições psicanalíticas, os quadrinhos estadunidenses da Guerra Fria e da contracultura, a encruzilhada de Exu.
Não há aqui uma tese única, mas uma convergência ética: a recusa de fazer da psicanálise mais uma técnica de adaptação. Fiel a seu gesto inaugural, o de escutar a palavra do sujeito, a psicanálise é chamada a ampliar a clínica para além do paradigma da neurose e a ir ao encontro dos corpos, das instituições, dos territórios e das culturas que o setting tradicional não alcança.
Um livro para psicanalistas, estudantes e pesquisadores — para quem mais se pergunta, com Lacan, do que acontece quando os psicanalistas dormem.
Sumário
Apresentação Alexandre Faria
Entre o divã de Sísifo e o de Procusto: um esforço de aproximações conceituais entre Freud, Camus e a angústia do não fazer Vinícius Lara da Costa
Amor, uma demanda insaciável: aprisionamento ou liberdade? Lyliane Drumond Lanza · Aimberê Quintiliano
A constituição psíquica do sujeito e a clínica dos autismos Graziela Maria Mulano Dias
Transtornos alimentares: uma leitura psicanalítica sobre desejo, falta, corpo e cultura Adrielle Median Assis de Souza
Epistologafias do cotidiano escolar: a escola tecida no fio significante Laura Marcato Loçasso de Souza Araújo
A topologia lacaniana na tessitura da escuta na cidade Juliana Maddalena Trifilio Dias
De que(m) vale a psicanálise? Democratização do acesso ao cuidado e expansão da clínica no espaço público Rayane de Cássia Rezende
Entre a censura, o recalque e a subversão: há política na psicanálise? Caio de Alencar Mendes Silveira
Entre o Eu maduro e a liberação de Eros: a circulação das ideias psicanalíticas nos quadrinhos estadunidenses Diego Luiz dos Santos
Entre Exu e a escuta: a palavra viva na clínica contemporânea Lilian Meneses Dacorso
Ficção de Lúcio Autran, com posfácio de Roberto Bozzetti
Há um afeto que atravessa toda uma vida — e talvez todo um país. Medos, de Lúcio Autran, o persegue até o osso. Reunindo quatro contos e uma novela em quatro tempos, o livro percorre o medo brasileiro em suas várias idades: o do corpo que nasce e o do corpo que apodrece; o do “homem de bem” que se descobre covarde diante do espelho; o do contador de milícia que perde a dor física e, com ela, o próprio mundo; o da família que branqueia numa velha fotografia a origem que a envergonha; o do último herdeiro de um solar em ruínas que rege óperas imaginárias sobre os escombros do café.
Numa prosa de fôlego longo, que cola o leitor à consciência de quem fala, Autran lê a covardia como herança nacional — o que se transmite de pai para filho junto com o sobrenome e o silêncio.
Da senzala ao condomínio, do coreto provinciano à véspera de um golpe, Medos é um livro sobre aquilo que não contamos nem para nós mesmos.
Nesta edição:
Medos · Prometeu · 25 de Janeiro · Névoa · Noites Brancas — novela em quatro tempos
Ficha técnica
Autor: Lúcio Autran
Posfácio: Roberto Bozzetti
Selo: TextoTerritório
Edição: 1ª edição, 2026
Páginas: 109
Formato: 14 × 21 cm, brochura, POD
ISBN: 978-65-83623-13-3
Foto da capa: Oswaldo Martins
Licença: Creative Commons BY-NC-ND 4.0
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Contos de Oswaldo Martins, com posfácio de Dau Bastos
Treze contos em que o corpo, a cidade e o silêncio são os verdadeiros protagonistas. Uma mulher se transforma em troféu; um homem atravessa sete dias de queda sem que nenhuma mão se estenda; unhas pintadas de vermelho conduzem, com lentidão de ritual, o desejo de uma vizinhança inteira.
Oswaldo Martins escreve com a contenção de quem conhece o peso específico de cada sílaba: a frase termina antes do que o leitor espera — e por isso mesmo ressoa depois. Estreia na ficção de um poeta com doze livros publicados e obra analisada por Luiz Costa Lima e Silviano Santiago.
Contos:
A mulher troféu · O almoço · A gata · O saiote · O homem que temia a escuridão · Vermelho · O motociclista · A casa de narcisa e eco · A cega da rua Teresa · O ladrão de velas · Medo de avião · As plantações de vaca · Inércia
Ficha técnica
Autor: Oswaldo Martins
Posfácio: Dau Bastos
Selo: TextoTerritório
Edição: 1ª edição, 2026
Páginas: 102
Formato: 14 × 21 cm, brochura, POD
ISBN: 978-65-83623-12-6
Capa: colagem de Dora Ribeiro
Licença: Creative Commons BY-NC-ND 4.0
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Antologia organizada por Oswaldo Martins, com posfácio de Alexandre Faria
Há um provérbio que o senso comum repete sem pensar: olhar não tira pedaço. A mão, essa, tira. Toca, pega, suja, apropria — e por isso mesmo é educada desde cedo a se conter. Deseducando as mãos parte dessa assimetria entre o olho e o tato para propor um gesto de insubordinação: e se, em vez de vigiar o que as mãos tocam, aprendêssemos a desaprender o que o olhar lhes ensinou?
Segundo volume de uma trilogia da TextoTerritório dedicada à des-educação dos sentidos — depois de Desconstruindo o olhar, antes de Desencaminhando os pés —, o livro reúne vinte e dois autores, em sua maioria mulheres, em textos de prosa e de verso, cada um acompanhado de uma fotografia. Nascidas de uma oficina literária, as contribuições cruzam corpo, memória e afeto com uma pergunta incômoda: quanto da nossa percepção é herança, disciplina, colonização? Fecha o volume o posfácio de Alexandre Faria, que lê a mão à luz da psicanálise e do interdito.
Um convite a tocar o mundo de outro modo.
Com textos e fotografias de:
Ana Chiara · Ana Paula Miranda · Camila Aloisio Alves · Carla Carmona · Catarina Conde · Cesar Cardoso · Cláudia Passarinho · Cynthia Magluta · Heleniara Moura (foto de Marina Freire) · Kátia Moss · Lara Fernandes · Leonilda Pereira · Lúcio Autran · Maria Bruno Esteves · Maria Gaio · Marina Freire · Marta Marques · Naduska Mário · Nima Spigolon · Oswaldo Martins · Roberta Tanabe · Sofia Amaro · Susana Forte
Ficha técnica
Organização: Oswaldo Martins
Posfácio: Alexandre Faria
Selo: TextoTerritório
Edição: 1ª edição, 2026
Páginas: 136
Formato: 14 × 21 cm, brochura com orelhas
ISBN: 978-65-83623-11-9
Projeto gráfico: TextoTerritório
Foto da capa: Oswaldo Martins, edição de Roberta Tanabe
Licença: Creative Commons BY-NC-ND 4.0
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